Leia-me meus malditos direitos

2022-10-20 15:12:02 by Lora Grem

Inferno, nós nem éramos humanos completos ainda.

Daí Miranda, constitucional ou profilático: e-s-s-e-n-t-i-a-l.

E para quem pensa, Qual é o problema, desde que você não seja um criminoso?

Posso perguntar quem você considera um criminoso? Posso perguntar se esse julgamento mudou, dada, digamos, a ampla legalização da maconha ou, no caso do meu estado natal, Oregon, a sanção de pequenas quantidades de drogas pesadas?

Talvez vender drogas nunca tenha sido uma opção atraente e cotidiana para você. Talvez você nunca acabe em uma sala de interrogatório com o espectro de uma sentença de prisão de uma década ou mais ameaçando seu futuro. Talvez janelas quebradas em seu bairro não tivessem nada a ver com policiamento, significando nada mais do que o resultado de uma bola de beisebol errante jogada pelo garoto do outro lado da rua. Talvez você raramente se enquadre nas descrições no centro de perfis raciais ou políticas de parar e revistar, não é alguém que seria excluído de um júri ou que muitas vezes é vítima de força excessiva ou assassinatos policiais extralegais. Talvez o enfraquecimento de Miranda não seja um grande problema para você, porque a caixa que você marca no censo protege você da super-representação na maior população carcerária do mundo e da preponderância de condenações por pena de morte; porque você nunca foi o alvo tácito da guerra contra as drogas ou da violência contra o crime; porque de jeito nenhum na terra de Deus alguém ousaria estigmatizá-lo como um superpredador.

E se assim for, sorte o privilegiou. Mas que tal proteger o restante vulnerável de nós de, em um momento de confusão e pavor, sermos enganados por nosso direito de permanecer em silêncio por um policial com uma arma que, por vários motivos suspeitos, pretende nos fazer falar? ?